Cidade

A 14º edição da Paixão, Morte e Ressureição de Cristo em Pinhão está marcada para a Sexta-feira Santa, dia 18.

Diferente do ano passado, o público será recebido no Ginásio de Esportes Rubens Spengler, o Ginasião, a partir das 19h30."O local foi escolhido porque a nossa cidade não conta com morros. No Ginasião as pessoas ficam sentadas e podem acompanhar tudo o que acontece", observa o coordenador geral, Edilson José da Rosa, o Xiru.

A outra novidade é que este ano uma empresa terceirizada está à frente do espetáculo. Como é um evento da Prefeitura, também em comemoração aos 50 anos de emancipação do Município,foi realizada uma licitação."O dinheiro é para fazer e refazer alguns figurinos, pagar os seguranças, fazer as gravações de áudio e para o cenário".

No palco, 160 atores, que interpretarão os discípulos, soldados, sacerdotes, capetas, povo, entre outros. Serão 26 cenas divididas em uma hora e meia de espetáculo.

Os atores são integrantes do Grupo de Oração Jovem João Paulo II, do Projeto Ideal, do Grupo de Jovens da Igreja da Fé, da comunidade São Cristóvão e da Igreja da Fé.

Crianças, jovens e adultos voluntários. "Nenhum profissional, todas pessoas da comunidade", frisa Xiru, que sempre esteve envolvido com a encenação da Paixão de Cristo. "Esta é a 14ª edição, em 12 delas eu estou à frente. Nas duas primeiras participei como ator", lembra.

A edição de 2013 recebeu 4 mil pessoas. A expectativa para 2014 também é de receber um ótimo público. O coordenador geral conta, que querem levar o público a reflexão. Ele promete cenas novas, diferente das outras edições.E diz que o objetivo é buscar motivações dentro do Evangelho, que o expectador poderá levar para o seu dia a dia: "queremos que o público possa se identificar com alguma cena".

Para Xiru, o grande sucesso do evento é resultado do envolvimento dos atores, comunidade, parceiros e pessoas que acreditam que através de arte cultural e da palavra de Deus, na transformação de "atos simples em atitudes concretas".Lembra, que além do apoio da Paróquia Divino Espírito Santo, do Departamento de Cultura, secretarias de Esporte, Assistência Social e Obras, contaram com sugestões do padre Claudemir Didek. "Fomos até Guarapuava com o padre Jean para conversar com ele e buscar ideias para o texto. Jeverson Dranski, diretor artístico do espetáculo de Guarapuava, também contribuiu".

PREPARAÇÃO

O espetáculo 2014 nasceu em uma conversa, em novembro do ano passado, com o padre José Rodrigues e o prefeito Dirceu de Oliveira. "Trocamos ideias sobre o local por ser evento tradicional e esperado por todos na Semana Santa", conta Xiru.

E logo no início de janeiro, o evento começou a ser posto em prática. Ederson Lima da Rosa, o Edinho, foi escolhido como o coordenador artístico. A fase do momento são de ensaios, ajustes técnicos e de áudio.

Os ensaios estão sendo realizados em vários locais. Na igreja Matriz, na São Cristóvão, na sede do Grupo Ideal e no Ginasião.

GESTO CONCRETO

A entrada para o espetáculo da Paixão de Cristo é gratuita. Mas fica a sugestão para quem quiser levar e doar um quilo de alimento não perecível, que será destinado a famílias carentes cadastradas em programas sociais do Município. "Como Cristo doou seu sangue para nos salvar, poderemos doar o alimento para quem tem fome", completa.


 


Educação

Geral

Politica

O governador Beto Richa confirmou que oito secretários deixam o Governo do Estado até a próxima sexta-feira (04/04) para concorrer nas eleições de outubro. Richa também confirmou a fusão das secretarias de Governo e Casa Civil. Com isso a estrutura de governo passa a ser composta por 19 secretarias.


"Com as exigências da legislação eleitoral, estamos promovendo alterações técnicas, que asseguram à continuidade das ações do governo", afirmou o governador Beto Richa.



Nesta segunda-feira (31/03), o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, deixou o cargo. Para o seu lugar, Richa indicou Horácio Monteschio, diretor-geral da pasta.



Também nesta segunda, o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, que tinha se desligado do governo na semana passada, transmitiu o cargo para Amin Hannouche na Secretaria do Trabalho, Emprego e Economia Solidária.



O deputado federal Ratinho Jr. deixa a Secretaria do Desenvolvimento Urbano na quinta-feira. Para a função o governador vai nomear o diretor-geral da secretaria, João Carlos Ortega.



O deputado estadual Luiz Eduardo Cheida também se afasta da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos na próxima quinta. Quem assume é Antonio Caetano de Paula Jr., diretor-geral da pasta.



Até sexta-feira também será substituído o secretário do Esporte e Turismo, Evandro Rogério Roman. Em seu lugar assume Diego Gurgacz, que respondia pela direção geral da secretaria.



Richa adiantou ainda que o vice-governador Flávio Arns também deixa a secretaria da Educação. O mesmo acontece com o secretário especial de Assuntos Estratégicos, Edson Casagrande. Os substitutos dos dois serão confirmados ao longo da semana.



CASA CIVIL - Outro deputado federal que deixa o Governo do Estado é Reinhold Stephanes, titular da Casa Civil. O subchefe da secretaria, Guto Silva, também pediu exoneração. O governador Beto Richa destacou que fará a fusão da pasta com a Secretaria de Governo. O novo secretário será Cezar Silvestri.



DIRETORES - Além dos secretários, também se afastam dos cargos alguns diretores de órgãos da administração direta e indireta do Estado.



Neste grupo estão Márcio Fernandes Nunes, diretor-presidente do Instituto Águas do Paraná; Paulo Rosenmann, diretor administrativo da Ambiental Paraná Florestas; e Omar Sabbag Filho, diretor do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec).



Rui Hara, coodenador geral da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) também vai deixar a função nos próximos dias, assim como o diretor-presidente do órgão, José Antonio Camargo. A coordenação geral do órgão ainda será definida.



Fonte: Agência de Noticias/Pr  Fotos: Agência de Noticias/Pr 


Nossa Gente


Era uma vez um menino chamado Joãozinho, que vivia num lugarejo no interior do município de Pinhão, conhecido como Lajeado Feio, mas que de feio tinha muito pouco, era um lugar bonito por natureza. Ali ele vivia com seus pais e seus dois irmãos. Mas aí, certo dia, seu pai foi embora e ele, como irmão mais velho, embora com apenas 5, anos tornou-se o homem da casa, e para ajudar a mãe, que precisava trabalhar, cuidava dos irmãos mais novos.

Às vezes a mãe ficava a semana toda longe da casa e só via os filhos nos finais de semana. A vida de Joãozinho não era fácil. Mas havia um lugar onde todos os problemas eram esquecidos e que fazia com que Joãozinho ficasse em paz. Era uma pequena igreja, na vila Santa Maria, a Igreja do Evangelho Quadrangular, onde ele adorava ir e ficava fascinado com a música.

O pastor Agenir Antonio de Lima, o Pastor Didi e sua esposa Dilair (In Memorian) gostavam do garoto e o incentivaram a aprender a tocar teclado. Joãozinho viu então uma oportunidade de aprender aquilo que tanto gostava. Assim, ele passava dias na casa do pastor. Até que um dia, já aos 10 anos de idade, ele não retornou para casa da mãe no dia e horário combinados. Esse episódio deu origem a um desentendimento com sua chegada em casa, e que quando viu que iria levar uma surra, resolveu voltar pelo mesmo caminho. Sua mãe não o impediu. Pelo contrário: "Se gosta tanto de ficar lá, volte para lá", disse ela.



 



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João com Antonio Perreira, Tereza dos Santos, Augustinho Alves e Agenir Antonio de Lima  (Didi)

O menino sofreu com essa situação, mas ao mesmo tempo se sentiu fortalecido e naquele instante prometeu a si mesmo que iria mudar seu destino, que iria ter uma vida diferente daquela, ter uma profissão honrosa. O pastor e a esposa o acolheram com alegria e em troca de um lar, Joãozinho passou a ajudar nas tarefas de casa e da igreja. Aprendeu a tocar teclado e outros instrumentos e logo estava animando os cultos comprovando o ditado que - Quem canta, seus males espanta!

Assim foi a infância do pinhãoense João Camargo dos Santos. Um pinhãoense que enfrentou a vida de peito aberto, correu atrás de seus sonhos e que com dedicação e determinação se tornou hoje, aos 33 anos, professor de Geografia concursado no estado do Paraná. Joãozinho, como é conhecido, ministra aulas nos colégios estaduais Santo Antonio e São José. Optou pela profissão por admirar seus professores e afirma que apesar das dificuldades, ser professor é gratificante.

Porém, para chegar até aí, o caminho foi tortuoso e levou nosso professor a muitas encruzilhadas. "A vida é feita de escolhas e dependendo de qual caminho escolhemos seguir, temos de arcar com as conseqüências", ressalta. Ainda criança, sob a guarda do pastor Didi, ele foi para o município de Pitanga. Certo dia o pastor decidiu voltar a Pinhão e João preferiu ficar. "Não queria voltar para Pinhão", enfatiza. Sem família, ele contou com o apoio de conhecidos e amigos que o recebiam em suas casas. Certo dia foi abordado pelo Conselho Tutelar de Pitanga e levado para uma instituição de abrigo para adolescentes com problemas familiares, a FUCAP. Lá permaneceu por alguns anos, quando reiniciou seus estudos a partir da 5ª série no Colégio Estadual Dom Pedro I daquela cidade.

Passado um tempo, ele recebeu a visita de conterrâneos, conselheiros tutelares de Pinhão que deveriam trazê-lo para sua terra natal, para que retornasse à casa da mãe. "Eu não quis ir. Minha mãe nessa época já tinha mais dois filhos e eu sabia que a situação era difícil. Não queria perder tudo o que tinha aprendido, conquistado. Lá a vida seria muito diferente da que eu queria pra mim".

Ele então ficou na Casa Lar de Pinhão. Já adolescente passou a trabalhar como estagiário na Fubem (na marcenaria com o Augustinho Alves) e a custear seus próprios gastos. "Na Casa Lar eu tinha um teto, comida e uma nova família. Aliás, não posso esquecer-me de agradecer muito ao "Tio Tonho" (Antonio Pereira) e a Tia Terezinha (responsáveis pela Casa Lar) por terem me acolhido e me ajudado quando precisei, também ao ex-prefeito Deco e Dona Iliane que me deram a oportunidade de ficar lá".

Morando na Casa Lar, Joãozinho concluiu o ensino médio no Colégio Morski e continuou trabalhando na Fubem. Ficou um tempo sem estudar e depois resolveu prestar vestibular. "Na escola, todos temos nossas matérias prediletas e eu gostava muito de Biologia e Geografia, então pensei, primeiro vou fazer pra Biologia e depois pra Geografia e vamos ver no que dá". No primeiro vestibular não foi bem sucedido. "Não tinha nem idéia de como era um vestibular. Então me inscrevi para o segundo, agora para Geografia. Mas eu sabia que precisa estudar mais se quisesse passar. Então, para compensar o tempo (quase um ano) que havia saído do colégio, pensei em fazer um curso pré-vestibular. Porém, não tinha dinheiro para pagar o valor das mensalidades. Então procurei o diretor, contei para ele da minha situação e me ofereci para trabalhar em troca da mensalidade e ele aceitou. Fiz seis meses de cursinho e passei em 13º lugar. Foi um momento muito feliz".

Era uma nova etapa em sua vida. Saiu da Casa Lar, foi trabalhar em um Supermercado e com o salário pagava o aluguel e o transporte até Guarapuava. "No segundo ano, tínhamos que escolher um direcionamento dentro do curso, bacharelado ou licenciatura. Optei pela licenciatura, queria ser professor", conta João. Em outra encruzilhada da vida, João teve que escolher entre o trabalho e a faculdade. "Precisava do emprego, nessa época trabalhava em uma empresa de ônibus, disse que ia trancar a faculdade e continuar trabalhando, mas meus chefes me disseram que pensasse melhor, porque a faculdade era importante pra mim. Resolvi sair do emprego e continuar os estudos. Alguns meses depois iniciei a minha carreira de professor. Atuei em quase todos os colégios do Pinhão, com exceção dos colégios Izaltino R. Bastos e Sebastiana S. Caldas".

Em 2007 prestou concurso para o magistério do Estado, sendo aprovado dentro do número de vagas para a primeira chamada. Foi para União da Vitória, assumiu a vaga no Colégio São Francisco de Assis no município de General Carneiro. Logo depois foi transferido para o Colégio Pedro Araujo Neto (CEPAN) na mesma cidade. "Foi um colégio excelente de trabalhar, exemplo de profissionalismo e comprometimento com a educação. Cumpri todo o meu estágio probatório lá, onde fiz grandes amizades. Inclusive, faço questão de agradecer, mesmo à distância, ao diretor Cristiano Damacemo, à vice-diretora Kely Ferraz e a todos os professores e alunos que me acolheram muito bem. O tempo que fiquei lá, foram quatro ótimos anos em minha vida".


 



 



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João com a esposa Eliane Antunes da Siva Santos 


 



Mas, algo lhe faltava e por isso, em janeiro deste ano, resolveu voltar a Pinhão, trazendo consigo sua esposa Eliane Antunes da Silva Santos, que conhecera em General Carneiro. "Aqui é a minha terra, aqui está a minha história, queria voltar a ministrar aulas aqui, para a minha gente". O professor, que um dia já foi aluno, acredita que os professores podem mudar o mundo a partir da transformação que promovem em seus alunos. "Como professor, penso que este é um incentivador. Lembro-me de Paulo Freire quando afirma que "A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda". Infelizmente nossa sociedade tem invertido muito os valores e os papéis. Há uma série de problemas de ordem social, moral, intelectual e principalmente espiritual. É necessário revermos nossas práticas, nossos conceitos e escolhas. Como profissional não tenho muita liberdade para falar isso, mas como cristão, acredito que precisamos tomar decisões. Muitos podem discordar de mim. Não há mal algum nisso. Mas sou categórico em salientar: precisamos urgentemente de Deus, nossa sociedade precisa resgatar valores, principalmente os espirituais. Enfrentamos problemas sérios atualmente, e somente dessa forma as coisas poderão melhorar. E é claro que todos os problemas têm impacto no quotidiano escolar. De forma que diante de toda essa situação, além de ensinar, o professor exerce papel de psicólogo, pai, mãe, tutor, conselheiro, etc. Eis aí a importância desse profissional para a educação. Por isso, sempre admirei essas pessoas e nunca vou me esquecer desses profissionais, fazem parte do que eu sou hoje", frisa João.

O Dia do Professor será comemorado no próximo dia 15 e o professor João Camargo dos Santos, aproveita a oportunidade para agradecer a todos os seus professores, em especial a professora Natália Tomen Zeschotko (Pitanga) e as professoras de Pinhão, Ondina de Jesus Castro (primeira professora na escolinha de Lajeado Feio), Celia Tussi e Rosemari Cardoso. "Não há um profissional que não tenha o que agradecer a um professor, do mais baixo ao mais alto grau de instrução, cabe ao professor ensinar os primeiros passos", afirma.



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João nos tempo da Casa Familiar Rural 


 


Na manhã de hoje, dia 15, o prefeito Dirceu de Oliveira e o secretário Municipal de Saúde, Ivonei de Lima, apresentaram os novos médicos que irão compor o quadro de funcionários de Pinhão.

Seis novos médicos que chegaram através do programa federal Mais Médicos. Agora, Pinhão conta com um quadro médico de 21 profissionais.

Eles atuarão, principalmente, no Programa da Saúde da Família (PSF). Priorizando o atendimento na casa do paciente. Uma atenção àquele que não tem condições de se deslocar até uma unidade de saúde.

Um trabalho focado na área de medicina preventiva. De acordo com o secretário, os médicos estarão junto a comunidade para que muitas doenças sejam diagnosticadas de forma eficaz. "O paciente poderá buscar atendimento antes da evolução de um quadro clínico mais grave ou, até mesmo, seu falecimento", observa.

Ivonei de Lima garante que os profissionais sanarão outras deficiências municipais. Além dos atendimento na área rural, para que muitos não precisem se deslocar até a sede, o atendimento no Posto Central será mais eficaz: "muitas vezes o munícipe chega e já não há mais fichas para atendimento".

Os secretários municipais prestigiaram o evento. De Esporte e Turismo, Adaor Caldas, de Educação, Norian Coelho Basílio, o presidente da Câmara Municipal, Geraldo Marineski Caldas, os vereadores Osvaldo Lupepsa (Deco), Osvaldeci Lima, Aroldo Antunes Domingues e Sebastião Rodrigues Bastos (Sanam), além dos colaboradores da Secretária.



Maiores informações na edição impressa que circula nesta sexta-feira dia,18 



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Experimentando nosso pinhão 





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Os vereadores prestigiaram a chegada dos médicos



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Fotos: Naor Coelho/Fatos do Iguaçu 


 

O lançamento do vestibular para o curso de Licenciatura em Biologia, pela UAB Pinhão, foi na tarde de hoje, dia 3.

A professora Loide Andrea Salache (foto), da Unicentro, que é a secretária da Coordenação Geral da Universidade Aberta do Brasil (UAB), na tarde desta quinta-feira, dia 3, esteve na cidade para o evento.

O curso, que tem duração de quatro  anos, será ofertado apenas no Pólo de Pinhão. As inscrições para o vestibular iniciam nesta segunda-feira, dia 7, e seguem até dia 21 de abril. Elas podem ser feitas apenas pela internet, no site:
www.unicentro.br/vestibular.

As aulas terão início em agosto. E os que desejam concorrer a uma das quarenta vagas terão que pagar uma taxa de inscrição de R$ 100. "O curso é totalmente gratuito", avisa Loide Salache.

A prova do vestibular está marcada para o dia 25 de maio, um domingo, no período da tarde, em Pinhão. Vinte questões de língua portuguesa, 10 de matemática, 20 de biologia e uma redação formarão a prova.

A professora fez questão de ressaltar que o curso é à distância, mas segue as mesmas características do curso presencial ofertado pela Unicentro. "Os alunos terão as aulas práticas em laboratório, que serão ministradas aos sábados aqui em Pinhão", explica.

A coordenadora da UAB pólo Pinhão, Sandra Mendes, contou do convênio com o Colégio Estadual Santo Antonio, para que as aulas práticas do curso serão ministradas no laboratório do colégio.

O evento contou com a presença de diretores, coordenadores e supervisores dos colégio estaduais e escolas municipais da sede e interior, dos centros de educação infantil, e da coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Eva Basílio Komar.

 


Na cooperativa de crédito, é agricultor falando para agricultor


 



 O Sistema das Cooperativas de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol) é uma cooperativa de crédito, que atua hoje em sete estados brasileiros, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rondônia, Paraná, e, a partir deste ano, também no Rio de Janeiro.


Pinhão é um dos municípios paranaenses que tem a Cresol. Sua base congrega os municípios de Reserva do Iguaçu e Bituruna. 


A Cresol é uma cooperativa para atender as necessidades dos produtores da agricultura familiar, dirigida por agricultores que vão se capacitando dentro do próprio sistema Cresol. Um desses agricultores é Luiz Tomascheski, que hoje é um dos diretores que compõem a diretoria central baser, como diretor secretário central da Cresol baser. "Temos a preocupação de buscar entre os agricultores os que têm perfil para ser dirigente. Investimos e capacitamos, porque o nosso diferencial é: agricultor falando para agricultor", observa.


Tomacheski é um exemplo desse compromisso. Ele ingressou na Cresol como cooperado em dezembro de 1996, foi se envolvendo, atuando em várias frentes, inclusive foi presidente da Cresol de Pinhão em 2013. E, apoiado por três bases, foi eleito um dos diretores da Cresol central. 


Hoje, atua na área de ações estratégicas e no comitê de auditoria. No trabalho de ações estratégicas, sua atuação é diretamente ligada à assistência técnica, aos convênios de habitação e no programa de gênero e geração de renda. Além de atuar nessas áreas, representa a Cresol em eventos junto a outras entidades, organizações e universidades. "É o reconhecimento do meu trabalho, da preocupação em buscar mais e fazer bem feito. Mesmo tendo que estar menos tempo com a minha família, sei que a responsabilidade é grande, a expectativa das pessoas em relação à minha atuação é grande", observa o diretor.


 


LINHAS DE CRÉDITO


A Cresol conta com vários programas. No fomento para a habitação,Tomacheski ressalta o programa Habitasol, que em 2013 possibilitou a construção 1.113 casas para agricultores. Desenvolvido em convênio com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, o programa tem duas formas de atender os agricultores. No G1, o agricultor pode receber até R$ 28.500 mil, em forma de subsídios sem custos ao agricultor, para realizar a construção da casa própria. Para isso, precisa ter uma renda familiar anual que não ultrapasse a R$ 15 mil. 


Se a renda anual não ultrapassar R$ 30 mil, o agricultor, também, tem a possibilidade de solicitar um financiamento e ter o pedido subsidiado em R$ 7 mil.


Tomacheski conta que a proposta para 2014 é construir no mínimo 1.500 residências. "Não disponibilizamos apenas o dinheiro. O agricultor recebe uma educação financeira dentro de um trabalho social. É mostrada a importância de cuidar do entorno da casa, que a propriedade num todo pode ser melhorada, o cuidado com o lixo".


Hoje, o sistema Cresol, a nível nacional, atende 120 mil famílias com recursos repassados pelo BNDS, Banco do Brasil e BRDE, além dos recursos próprios. A Cresol tem um ativo de 17 bilhões de reais. "Aqui o agricultor tem acesso a um crédito desburocratizado. A Cresol fez e faz a diferença na vida dos agricultores familiares, sem ela, muita gente não teria acesso ao Pronaf".


 


GERAÇÃO DE RENDA


Outro foco da cooperativa, é buscar uma geração de renda para o agricultor. "Aproveitamento o melhor que eles produzem. Estimulando e discutindo a questão da participação da família na comunidade. Trabalhando a família, não só com o agricultor".


O programa de Gênero e Renda trabalha, reconhece e agrega valor aos produtos que as mulheres produzem. De acordo com o diretor, a mulher faz sempre um papel essencial dentro da organização e produção de uma propriedade: "consideramos muito importante qualificar, proporcionar um atendimento direto a ela".


 


ASSISTÊNCIA TÉCNICA


A assistência técnica é outra grande preocupação da Cresol. Um acompanhamento mais sistemático e efetivo. O diretor explicou a parceria com cooperativas, como a Cooperagro, para poder oferecer essa assistência. Buscando oferecer uma assistência de qualidade ao cooperado. Hoje, contam com 100 técnicos no atendimento. A meta é chegar em 300 em cinco anos.


 


EXCELENTE ATENDIMENTO


O cuidado com a boa saúde da cooperativa é uma preocupação constante da diretoria central. Para Tomacheski, uma boa gestão técnica é garantir que todas as unidades estejam caminhando dentro das normas e de forma efetiva. Uma política de excelente atendimento. "O agricultor tem que se sentir bem ao entrar na Cresol".


 


BASE PINHÃO


A Cresol base Pinhão, que abrange Bituruna e Reserva do Iguaçu, atende mais de 2.400 famílias. A cooperativa de crédito faz girar em Pinhão, 26 milhões de reais. Desses, 17 milhões são gerados pelos próprios agricultores com suas poupanças, conta corrente ou cota capital. "O restante é de recurso vindo de fora, mas que fica aqui, gira na cidade. Interfere diretamente no desenvolvimento do Município. Mostrando que o compromisso da Cresol é o desenvolvimento local. Se for só para ganhar dinheiro não nos interessa. O desafio é fazer a diferença, qualificar o agricultor, oferecer um bom atendimento com colaboradores qualificados, enfim, contribuir de forma efetiva para o crescimento do agricultor e desenvolvimento da cidade e região", assegura Tomacheski.



Foto: Luiz Tomascheski: "um dos focos da cooperativa é a buscar uma geração de renda para o agricultor"



 


 
 


Dhionatta Andrade Oliveira, o nome é cheio de marra, a pessoa em questão também. Dioninho, como é conhecido na comunidade pinhãoense, tem 24 anos e objetivos bem definidos, é daquelas pessoas que sabem o que querem e não esperam acontecer, fazem acontecer.

Filho do casal Sebastião Rosa de Oliveira e Derli Gonçalves Andrade Oliveira, Dioninho nasceu e cresceu na Vila Caldas. O pai trabalhava de carpinteiro e a mãe era zeladora, e devido às dificuldades financeiras, desde muito cedo aprendeu que a vida não é fácil pra ninguém. "Sempre estudei e trabalhei para ajudar em casa", comenta. Aos 8 anos, depois de chegar da escola, seguia para uma oficina mecânica. Eu fazia de tudo um pouco, lavava as peças e ajudava no que eu podia". Aos 13, foi trabalhar na produção de carvão. Mas, apesar disso e com o incentivo da mãe, nunca deixou de estudar. "Não era um aluno exemplar, mas eu gostava da escola", afirma.

Trabalhando na carvoaria, Dioninho foi encontrado por agentes do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). "Entrei no Peti com 14 anos e isso mudou a minha vida. Eu era muito rebelde, não estava nem aí pra nada, não esperava nada do futuro". No Peti ele teve o primeiro contato com a arte. "Lá eu tinha aula de dança e de teatro com o professor Johw e o Xirú. Eles são meus mestres, devo muito a eles". O professor Jo....ensinou tudo sobre danças gaúchas e Edilson José da Rosa, o Xiru, tudo sobre teatro e segundo Dioninho, os dois também ensinaram sobre a vida. "Eles me mostraram as coisas certas e erradas, me deram bons conselhos. Tenho eles como meus pais e serei sempre grato a tudo que fizeram por mim".

Dioninho se encantou com a vida artística e aproveitou a oportunidade que a vida lhe oferecia e aprendeu, absorveu tudo o que pôde. Em um ano, passou de aluno para professor e passou a ensinar os outros alunos. Depois do Peti, trabalhou também na Fundação do Bem Estar do Menor (Fubem). "No Peti eu montei um grupo de dança e quando fui pra Fubem, muitos alunos me seguiram. O grupo sempre foi muito unido".

Aos 18 anos ele ficou desempregado e resolveu tentar a vida em outra cidade. "As pessoas diziam que eu devia ir trabalhar fora da cidade, que dava dinheiro e eu queria ficar rico, quem não quer? Então eu fui trabalhar na construção civil em São Matheus do Sul. Foi a pior época da minha vida", ressalta. Dioninho ficou por lá apenas um mês, mas garante que foram os 30 dias mais longos de sua vida. "Era horrível. O emprego não era o que eu esperava, eu sentia falta da minha família, não gostava de trabalhar naquilo. Um dia resolvi, ia voltar pra Pinhão. Só tinha dinheiro para a passagem. Em Ponta Grossa faltou R$0,50 para completar o valor e precisei pedir para um senhor, mas valeu a pena quando cheguei aqui".

Um momento inesquecível para Dioninho é a confirmação de que o mundo dá voltas. "Em São Matheus, havia pessoas que zombavam de mim por ser de Pinhão, diziam que Pinhão era terra de ninguém, terra de bandido, essas coisas. E eu falei pra essa pessoa que um dia ia mostrar pra ele que o povo de Pinhão era bom. No ano passado, eu tive a satisfação de voltar a São Matheus com o grupo Ideal e fazer a abertura do show de Fernando e Sorocaba em uma festa e essa pessoa tava lá assistindo e aplaudindo os pinhãoenses".

Para ele, Pinhão é a melhor cidade para se viver. "Pinhão é uma cidade linda e pra mim é o melhor lugar do mundo. As pessoas se iludem que ir trabalhar fora dá mais dinheiro, ou é melhor. Acontece que essas pessoas ficam esperando as coisas acontecerem e não agem, não buscam melhorar por si próprias". De volta à terrinha, ele voltou a estudar, terminou o ensino médio, casou-se com a Cheila e teve uma filhinha, a Vitória.

Algum tempo depois, mães dos integrantes do antigo grupo de dança começaram a procurá-lo para que ele continuasse com o grupo, que recebeu o nome de Projeto Ideal. Sem um lugar para fazer os ensaios, recorreu à diretora da Escola Frei Francisco, na época, a professora Cirene Hoffmann Lisboa. "A professora Cirene nos emprestou uma sala e começamos os ensaios e o grupo foi crescendo cada vez mais", conta ele. Hoje o Projeto Ideal atende cerca de 110 crianças e adolescentes.



 



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Dhionatta Andrade Oliveira; "meu sonho é ser politico" 

Junto com a dança surgiu a ideia de realizar visitas no hospital Santa Cruz e assim, vestido de palhaço, Dioninho e um dos alunos colocaram em prática o Projeto Levando Alegria, toda sexta-feira a dupla visita os pacientes distribuindo balas e sorrisos por onde passam. "Essa ideia surgiu quando eu estava no hospital e achei aquele ambiente muito pesado, tanto os pacientes como os funcionários. É um trabalho maravilhoso, mas também muito difícil, meu colega desistiu depois que uma criança faleceu nos braços dele. Lidar com esses sentimentos é complicado, mas vale a pena. A minha maior satisfação é receber um - Deus que te abençoe - pra mim é o que basta".

Atualmente Dioninho trabalha como guardião na escola onde estudou em sua infância, na Escola Frei Francisco. "Sou funcionário público municipal, guardião da Escola Frei Francisco e tento conciliar essas outras atividades, não consigo me de desligar dos projetos". Ano passado, no desfile de sete de setembro, ele levou para a rua os palhaços Patati e Patatá e fez tanto sucesso que o que era apenas diversão virou trabalho. "As pessoas começaram a me procurar para festas de aniversários e shows, foi bem inesperado". A ideia deu tão certo que ele resolveu criar seu próprio personagem. "Patati e Patatá são personagens covers. Então pensamos em criar uma dupla nova, Paçoquinha e Paçocão. A gente ta bolando o novo figurino e até compondo algumas músicas e pretendemos estrear no dia das crianças".

Assim é o Dioninho, guardião, professor de dança e palhaço, mas seu sonho é bem diferente desse mundo, ele quer é ser político. "Eu quero ajudar as pessoas, principalmente os pobres, a minha gente, os pinhãoenses, e eu acredito que poderei fazer isso sendo político. As pessoas criticam os políticos, mas não se envolvem, querem distância. Eu não. Eu quero ser um bom político". Ele ainda não sabe se esse futuro está próximo ou não. "A minha hora vai chegar. Primeiro quero me distanciar dos projetos, de preferência passando a bola para alguém do grupo. Por que isso? Para que não fiquem falando que uso os projetos para fazer política, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Faço o que faço porque gosto".

Dioninho, gente batalhadora, criativa, bem disposta, solidária, determinada, gente do Pinhão!



 


 
 

Na tarde de ontem (8), os alunos do Colégio Procópio Ferreira Caldas participaram de uma palestra preventiva sobre Alcoolismo e Drogas. O evento faz parte de uma parceria entre o governo federal e os municípios dentro do Programa Saúde na Escola, que tem por objetivo orientar jovens sobre os muitos males que os cercam nesta fase de descobertas e curiosidades.

Entre os assuntos que serão abordados estão: Prevenção e Direito Sexual e Reprodutivo, Doenças sexualmente Transmissíveis (DST), Aids, Gravidez na Adolescência, Alcoolismo, Saúde Mental.



A palestra foi ministrada pelo assistente social Vilson Antonio Prudente e pela psicóloga Queni Dave. "A receptividade está sendo muito boa, é o primeiro dia que estamos fazendo sobre prevenção e uso de drogas. Há outras equipes realizando trabalhos semelhantes abordando outros temas como Nutrição. Queremos aproximar a saúde da escola", informou Vilson.


Um dos objetivos, é que o aluno comente estas informações com a família e de lá chegue até a comunidade e se alastre. "É um trabalho de formiguinha, temos muito a melhorar neste trabalho de prevenção. Os adolescentes estão na fase de formação da personalidade, o que eles aprendem agora, levarão para o resta da vida. Acatam novas idéias, diferente do adulto que já tem opinião formada" ressaltou o assistente social.

Neste mesmo dia foi desenvolvido palestras no Colégio estadual Santo Antonio.




 


 
 
 


Noite enluarada, céu estrelado e baile animado. Naquela noite, os moradores do Faxinal dos Silvérios se reuniram na fazenda dos Cesários para dançar um fandango. O motivo da comemoração, pouca gente sabia, o importante era se divertir e dançar até o clarear do dia. O grupo musical se formou na hora, apareceram alguns violeiros e logo alguém gritou: abre a gaita gaiteiro. Um ou dois casais abriram o baile e logo não havia espaço no galpão. Enquanto os fandangueiros rodopiam suas prendas, um menino observa encantado, quase que hipnotizado, o vai e vem da sanfona. Ele escuta o som que sai daquela caixa e que marca o ritmo do xote, do vanerão, da rancheira e pensa: um dia vou ser gaiteiro.

0955É assim que começa a história da Nossa Gente desta semana. Alaor José Gomes, 53 anos, 38 anos de carreira musical, conhecido entre os pinhãoenses como o mestre da gaita. Nascido na comunidade de Água Amarela, no Faxinal dos Silvérios, interior do município de Pinhão, se apaixonou pela gaita aos 5 anos. "Na minha família ninguém tocava gaita, mas quando íamos aos bailes eu ficava fascinado vendo os gaiteiros. A minha brincadeira preferida era brincar que estava tocando gaita. Acho que nasci pra ser gaiteiro", diz ele.

Filho de mãe solteira, ele foi adotado, ainda bebê, pelo casal Antonio Ribeiro Gomes e Doralina de Camargo Gomes, mas manteve o convívio com os pais biológicos, tem 18 meio irmãos, 6 por parte de mãe e 11 por parte de pai e o irmão mais velho adotivo, João Maria Gomes, que lhe deu a primeira gaita. "Como eu gostava muito de gaita, ele fez uma gaita de madeira pra mim. Eu tinha 5 anos e adorei. Tenho boas recordações de minha infância", conta. Mais tarde, vendo o interesse do filho, seu pai comprou o instrumento, uma gaita de doze baixos. "Tinha 6 anos e me lembro da felicidade de ter ganhado a gaita. Aí eu ia aos bailes e levava a gaita e ficava observando os gaiteiros e assim fui aprendendo. Aprendi muito com o Lorival Mancinho, era meu ídolo na época. Aos 10 anos eu já comecei a tocar nos bailes".

Aos 14 anos, Alaor deixou o interior e veio morar na sede de Pinhão para estudar. "Estudava no antigo Procópio, terminei o primário e iniciei o ginásio". Os estudos ele foi terminar em Guarapuava, pois aos 15 anos, quando tocava em um baile no Cine Iguaçu (antigo cinema de Pinhão), foi descoberto por Ivan Taborda, radialista da Rádio Difusora e integrante do grupo Os Maragatos. "Ele me viu tocar e ficou impressionado. Me convidou para tocar no grupo e como eu não tinha com quem morar em Guarapuava, me acolheu na casa dele".

Com Os Maragatos, Alaor iniciou sua carreira profissional. "Minha apresentação oficial foi num baile na Palmeirinha (Distrito de Guarapuava), foi uma emoção enorme. Era tudo diferente, tocar com toda aquela aparelhagem, acordeom elétrico, mas apesar disso tudo, ali eu soube que iria ser gaiteiro por toda a vida". Com o grupo, ele conheceu o Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina. Três anos depois, Ivan Taborda decidiu morar em Cascavel e Alaor preferiu permanecer em Guarapuava.

O músico passou a integrar o grupo Filhos do Sul, quando gravou seu primeiro LP (Disco de Vinil). "Com esse grupo gravei dois LPs. Naquela época tínhamos que ir à São Paulo para gravar. Gravamos na maior gravadora do país, a Chantecler". Alaor saiu do grupo com 28 anos e 13 anos de carreira com o objetivo de formar o próprio grupo musical.

Assim nasceu o grupo Lobo Bravo. "Éramos quatro, eu e mais três amigos: João da Luz Pedrozo (In Memorian), Hamilton Maito e Marcelino Mores. Nós já tocávamos juntos, tínhamos uma amizade muito grande e tínhamos a vontade de conduzir as apresentações de maneira diferente. A ideia do grupo foi do Marcelino, nós acatamos e deu certo". Atualmente os integrantes do Lobo Bravo já se dispersaram, sobrou somente o Alaor que gerencia o grupo Alaor Gomes e Grupo Lobo Bravo, que ainda atua e realiza algumas apresentações na região. O grupo tem dois cds gravados e se prepara para a gravação de um terceiro trabalho.

Na vida pessoal, Alaor casou-se e tem um filho, Josué Gomes, segundo o pai, "músico de primeira, toca gaita melhor do que eu", mas que optou pela carreira acadêmica e não vive de música. Hoje, viúvo, Alaor tem uma união estável com a pinhãoense Neli Teixeira da Silva. Retornou a residir em Pinhão em 2003 e paralelo à carreira musical, tornou-se também professor. Ele não tem ideia de quantos gaiteiros já aprenderam com sua vasta experiência. Atualmente são 20 alunos, meninas e meninos, que tentam absorver as técnicas e o estilo do mestre. "Não foi uma coisa que planejei, foi acontecendo, o pessoal começou a me procurar para aprender e quando vi eram muitos". Humilde diz que se preocupou com a responsabilidade. "Achava que não sabia o bastante para estar ensinando aos outros, por isso busquei me aperfeiçoar com um dos meus mestres, Adelar Bertussi". Por falar em ídolos, Alaor enfatiza dois momentos marcantes em sua carreira. "Jamais vou esquecer de quando conheci o Bertussi e o Albino Manique, hoje meus amigos pessoais".



 



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Humilde, ele não gosta muito do título de mestre. "Fico feliz com o reconhecimento do pessoal, mas é uma responsabilidade muito grande. Não sou mais que ninguém e temos muitos talentos por aí", declara. Para ele, Pinhão é com certeza a capital dos gaiteiros e bota fé na gurizada. "A gaita na nossa região é uma tradição que não terá fim, muda a época, os contextos, mas ela está sempre presente". Alaor explica que viver de música é complicado, mas que pode dar certo. "A maioria dos músicos têm que conciliar a música com outro trabalho, principalmente quando vão amadurecendo e constituindo família. O ramo da música é muito oscilante e às vezes também decepcionante".

Um sonho? "Ver a boa música ganhar espaço na mídia". Alaor aponta que a mídia, rádio e televisão não abrem espaço para música de qualidade e critica as inovações de grupos gauchescos como a Tchê Music. "Não gostei dessa modernização e acho que não sou o único. A boa e velha música gaúcha está voltando e o pessoal está sedento pela música campeira, regionalista". No cenário musical atual ele destaca os grupos Serranos, Monarcas, Os Mirins e no sertanejo, a dupla João Carreiro e Capataz.

Para ouvir: 
Alaor Gomes e Grupo Lobo Bravo - Isto É  Bagualismo mp3



Texto e foto: Edinéia Schoemberger 




 



 




 



 
 

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